Parapsicologia RJ - Geraldo dos Santos Sarti

DO EU PRÉ-SIMBÓLICO E PRÉ-GEOMÉTRICO AO

EGO DE FREUD

 

Geraldo Sarti

 

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Setembro de 2012

 

Como é de consenso nos modernos estudos da Parapsicologia, da Conscienciologia e da Física Quântica, nossas mentes estão interligadas sintaticamente e fisicamente.  Esta é uma abstração tal como a mente é abstrata.

A interconexão mental, pretensamente representável pela consciência individual, quando esta se interliga a outras consciências individuais, produz e altera a Realidade.  Isto é, consciências interligadas produzem a pretensa Realidade quântica, no fundo apenas média, probabilística e informacional.

Os estudos da consciência fora do corpo vêm sendo desenvolvidos pelo pessoal do Sul, especialmente o Fernando Salvino, em Florianópolis, o Waldo Vieira, em Foz do Iguaçu e o Guilherme Eduardo Kilian em Joinville.  Os resultados por eles obtidos em seus experimentos são básicos e espetaculares e vêm descritos neste site e nos seus sites e blogs acima citados e também no youtube.

Todavia, vamos citar que o parapsicólogo do IPPP, o Jalmir Brelaz, em suas investigações epistemológicas, seguindo a escola de Popper, tal como fez Ivo Cyro Caruso, também do IPPP, classifica a questão da Consciência como um “núcleo duro” da Epistemologia.  Devo lembrar ao Leitor que David Chalmers, o conhecido filósofo da neurociência, também descreve a estrutura da consciência como sendo o “problema duro” da neurociência e da neurologia.

Sam Pernia, MD, acompanhando extensamente a experiência fora do corpo com pacientes de CTI sob parada cardíaca, tal como fez Moody mais modestamente (experiências moodianas de quase morte e sobrevivência), encontrou resultados incríveis, mas que, do ponto de vista popperiano e estatístico inerente à sua formação, não pôde dizer ter chegado a uma conclusão definitiva.

O próprio Rhine sofreu bastante para incluir a Parapsicologia no rol das ciências lídimas, já que seu estudo experimental em Duke foi todo ele estatístico e passível das mesmas críticas da oficialidade científica popperiana.

Entretanto, a entrada de Thomas Kuhn no cenário epistemológico levanta questões políticas e sociais como determinantes ipsis literis, da ciência e dos seus resultados subjetivos conseguidos.

Imre Lakatos e Feyerabend e seus estudos político-anarquistas, tentaram incluir radicalmente as pseudociências, como são chamadas estas todas que estamos considerando aqui, como estando além dos dogmas científicos. Seriam Paraciências e não Pseudociências.

O parapsicólogo moderno não tenta incluir a sua investigação no âmbito científico que prevalece materialmente até hoje.

Atualmente, entretanto, a corrente da Paraciência rivaliza com a da ciência oficial.

Nomes como o de Freud, com seus estudos metapsicológicos do aparelho mental, de Jung, com suas leis da Sincronicidade e da Psicologia Arquetípica e Transindividual, e de vários prêmios Nobel, como Eugene Wigner, Brian Josephson, o próprio John Eccles e Wolfgang Pauli e outros, também de  grande reconhecimento como: John Archibald Wheeler, David Bohm, Henry Stapp, Edgard Mitchell, Hugh Everett III, John Von Neumann etc e mais uma corrente ampla de “revolucionários”, nos permitem entender que efetivamente estamos todos na interface fronteiriça de uma nova compreensão da Realidade.

Parapsicólogos como Carlos Alberto Tinoco, Dean Radin, Rupert Sheldrake, Amit Goswami e Valter da Rosa Borges, por exemplo, reconhecem claramente esta situação e os motivos que a dirigem, até um certo ponto máximo a nós permitido.  O restante me parece inacessível como o são os deuses e os extraterrestres.

Terminando esta introdução, a partir da inclusão da Parapsicologia na American Society for Advancemente of Science, o equivalente norte-americano da brasileira Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência - SBPC, todo o 1º mundo passou a reconhecê-la como de grande importância e valor,  incluindo-a em seus estudos universitários, o que não ocorreu aqui ainda, já que a SBPC não a aceita até hoje.

Feita esta breve introdução que nos pareceu relevante, vamos considerar a composição da consciência e do inconsciente individuais ou coletivos como sendo a soma a seguir:

cos θ + i sem θ = Ψ = PSICON

Tem-se que o ângulo θ é interdimensional. Logo se θ = 0 então Ψ = 1 = Real

Mas, se θ = 90°, então Ψ = i = imaginário hiperdimensional = spin

Matematicamente,

Ψ = exp iθ

Pode-se fazer, perfeitamente,

Θ = k (x – vt)

Isto produz mais claramente a perspectiva tipicamente ondulatória e binária do PSICON

Se k for inteiro, a incerteza quântica fica eliminada e o PSICON ocupa todo o espaço – tempo.

Vamos assumir a localização de um símbolo estranho, como o temos chamado neste site, como sendo “э”, dentro da estrutura espaço-temporal.

Fazendo, em seguida, que  э = PSICON, isto é, sua autorepresentação ou self, tem-se:

Ψ i Ψ = SELF

A linearização logarítmica, por exemplo, produzirá:

I Ψ log Ψ = EU log Ψ

Aonde

EU = i Ψ, admitido lacanianamente.

Por uma condição matemática, log Ψ = Ψ

Com isto tem-se, automaticamente:

I Ψ Ψ= EU Ψ

A Realização desejada de EU Ψ será obtida pela multiplicação pelo antiPSICON Ψ,  resultando no EU isolado e projetado de cima para baixo, o EU de Freud  ou  EGO.

Esta nossa representação da obtenção do EGO foi feita a partir da pré-geometria simbólica do PSICON.

O estudo de baixo para cima deverá considerar os aspectos repressivos do EGO e a alteração ou transição crítica da mente, típicos dos processos de sublimação ou de individualização cósmica na forma preconizada por Jung.

 

CONSIDERAÇÕES E CRÍTICAS FINAIS

Concluindo este estudo, lembro aos Leitores que o já citado físico indo-americano Amit Goswami, PhD, professor da Universidade do Oregon, pesquisador do IONS e ativista quântico, admite que os PSICONS são os modos normais de oscilação e os equipara ao SELF do Jung.  Em seguida, conforme sua exposição verbal, Goswami admite que a única forma de desfazer o “nó gödeliano”, como ele chama a fonte máxima da criação telepático-psicocinética da humanidade é a auto-referência ao EGO, mais que o SELF. Em outros termos, um estado narcísico da consciência.

Como visto acima, o EGO, por colapso, surge como símbolo inicial e primordial do ser pensante, fora do espaço e do tempo.

Por sua tradição hindu, Goswami traça muita analogia com a religião hinduísta e seus deuses.  Apenas o já mencionado Carlos Alberto Tinoco, Doutor professor de Yoga da UNIBEM e parapsicólogo, pode compreender in totum  o raciocínio físico-hindu, que me escapa.

Nosso próximo artigo, que versará sobre Aparições, Fantasmas, Assombrações e Haunting, quebra, novamente o “nó” e valida, objetivamente, os elementos estranhos citados, do ponto de vista pré-geometro-físico e psicônico, jogando por terra a incredulidade propalada nas visões de fantasmas etc.

Aproveito esta oportunidade de contato com os Leitores deste site para registrar e, de certo modo, comunicar à SBPC, a Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência que, há uns 30 anos, enviei à Sociedade um estudo meu, teórico, sobre Psicons, e um dossiê de curas paranormais, com imagens antes - depois, curas estas sob a coordenação de Raul Pessoa Sobral, MD, Diretor do Departamento de Saúde da ABRAP.

Sob a curta alegação que meu artigo era “polêmico e ousado”, o texto enviado foi sumariamente rejeitado e não publicado pela SBPC.  Sua publicação ocorreu dois meses depois em conferência no West Georgia College, nos USA.

As curas paranormais documentadas pela ABRAP não tiveram nenhum retorno da SBPC e nem as imagens de raios X e os exames clínicos e patológicos antes - depois dos tratamentos nos foram devolvidos, retirando-nos muitas provas documentais das referidas curas.

Esta situação permanece no Brasil, a despeito das fartas e fortes evidências em contrário e que deveriam ser consideradas pelas autoridades científicas, pelo menos.

Aqui no Brasil não parece ser esta uma questão de paradigma, mas de aproveitamento desonesto de um dogma científico para manutenção do status quo e do stablishment, generalizado em todos os setores da atividade social.

Este dogmatismo pouco inteligente e sem criatividade alguma, ferindo o bom senso do desenvolvimento, em meio ao subdesenvolvimento, me faz crer que ele tem raízes profundas nos níveis decisórios da política e da economia brasileiras, com vistas à manutenção hegemônica do privilégio minoritário do  poder e à exclusão da maioria engodada e subserviente da população.

Neste sentido, a Parapsicologia não segue a observação de Marx segundo a qual “o proletariado fala a linguagem da elite”.